Emanuel diz que não irá atender Mauro e garante entrega de nova frota de ônibus

0 73

Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), afirmou em entrevista coletiva nesta sexta (8) que não irá atender pedido do governador Mauro Mendes (DEM) para suspender a renovação da frota de ônibus na Capital. Com isso, prometeu entregar 111 novos veículos até maio de 2021.

“O governador me notificou para que eu me abstivesse de fazer a frota em razão da decisão unilateral dele e sem nenhuma base técnica pelo VLT [Veículo Leve sobre Trilhos]. Eu contra notifiquei e não vou atender porque para mim a prioridade é a população cuiabana e a modernização do transporte coletivo”, disse.

Na segunda (4), governador notificou o prefeito para suspender a renovação da frota. De acordo com ele, Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) elabora um plano funcional para definir a estrutura das linhas de ônibus e padrões dos veículos. Decisão seria em decorrência da provável troca do VLT para o Bus Rapid Transport (BRT).

Emanuel, por outro lado, assinou ofício na quarta (6) em que rechaça notificação e afirma que Mendes não ouviu o Executivo municipal na tomada de decisão a cerca do transporte coletivo na baixada cuiabana. Por isso, ele disse que irá continuar com o projeto de modernização dos ônibus, mesmo que isso não atenda às demandas do novo modal.

“Ele pediu para eu suspender isso tudo porque agora mudou o plano e vai ser BRT. Pode ser que haja a necessidade da porta [do ônibus] não ser mais a direita, ser porta a esquerda. Isso sem discutir comigo. Ele não discutiu e não sentou. Você acha que eu vou prejudicar a população cuiabana por causa de uma decisão isolada, unilateral do governador?”, questionou.

Emanuel prometeu que até maio 50% da frota de ônibus terá ar-condicionado. Até o final de seu mandato, em 2024, expectativa é para que 100% da frota esteja climatizada.

Ações

Com relação às ações judiciais que devem decidir o futuro do modal, o prefeito afirmou que o que está em questão não é sobre o VLT ou BRT. De acordo com ele, o ponto principal é que a Prefeitura de Cuiabá e dos municípios vizinhos sejam ouvidos durante o processo de tomada de decisões.

“Não me consultaram, nenhum telefonema eu recebi. Com que conhecimento eles votaram o destino do transporte público que atende milhares de pessoas que não têm carro?” disse. “O governo não tem legitimidade para decidir sozinho. Não pode decidir sozinho e precisa ouvir Cuiabá. Isso vale para Várzea Grande também”, finalizou.

Fonte: RdNews

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.