Sem consenso, DEM deve definir apoio só na convenção

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Após reunião da cúpula do DEM nesta quinta-feira (27), lideranças democratas deixaram o Palácio Paiaguás, sede do Governo do Estado, sem um  consenso quanto ao nome que a legenda vai apoiar na eleição suplementar ao Senado, marcada para o dia 15 de novembro juntamente com as eleições municipais.

Enquanto o senador Jayme Campos e seu irmão Júlio Campos não recuam de apoiar a candidatura de Nilson Leitão (PSDB), o governador Mauro Mendes sinaliza hipotecar seu apoio ao projeto de Carlos Fávaro (PSD), senador interino que busca vencer a disputa para se efetivar na cadeira.

Ao mesmo tempo, o presidente estadual do DEM, Fábio Garcia, que também é suplente de senador na vaga de Jayme, garante que a história de parceria entre Mendes e o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT), outro pré-candidato ao Senado, fala mais alto.  Conforme Garcia, o chefe do Executivo Estadual teria lhe confidenciado em várias situações que irá respeitar o Pivetta que é um “grande companheiro”.

Ele ressalta que Mauro Mendes e Pivetta estão juntos numa parceria política desde 2008, passando pela eleição de 2010, na qual Mendes disputou o Governo do Estado tendo Pivetta como vice e foram derrotados por Silval Barbosa.

Depois, no pleito municipal de 2012, Mendes foi eleito prefeito de Cuiabá com o aval de Pivetta. Parceria mantida no pleito de 2018, onde disputaram e venceram o Governo do Estado. “Nessa eleição de 2018, o Pivetta tinha o nome até lançado como pré-candidato a governador, mas abriu espaço pro Mauro ser governador.  Então, tem uma longa história que precisa ser respeitada e o Mauro já disse muitas vezes que irá respeitar o Pivetta que foi um grande companheiro dele, que é um grande companheiro e hoje é vice-governador”, pondera Fábio Garcia.

Em meio a essa indefinição, os democratas prometem buscar um consenso até a próxima semana. “Ainda não encontramos um caminho único, mas vamos continuar conversando até a data da convenção para buscar um caminho único para o DEM”, relatou Fábio Garcia.

Conforme o presidente da legenda, de forma alguma o partido vai vetar que qualquer membro apoie quem ele deseja na disputa ao Senado. “A gente vive numa democracia e o partido não vai fazer isso. O que a gente está dizendo é qual a decisão do diretório do DEM que não é sobre apoio e sim sobre com quem o DEM vai estar, ou não vai estar coligado, se vai estar coligado”, amenizou Garcia.

PREFEITURA DE CUIABÁ  

Para a disputa ao Palácio Alencastro, o nome mais cotado é de Fábio Garcia sendo que o vereador Marcelo Bussiki também é aventado como um “plano B” dos democratas. “Esses são os nomes colocados que a gente tomará uma decisão antes da convenção. Então, na próxima semana a gente deve ter uma definição do DEM”.

Sobre a proximidade que os irmãos Campos têm com o atual prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) que sinaliza disputar a reeleição,  Fábio Garcia não acredita que o ex-governador Júlio Campos e o irmão Jayme cogitem apoiar Emanuel, pois os democratas vão ter candidatura própria.

“Nunca vi esse tipo de conduta, duvido desse tipo de conduta do Jayme e do Júlio, acho que são pessoas sérias e partidárias. Portanto, nunca vi e duvido, mas essa pergunta objetivamente precisa ser direcionada a eles. Não acredito, nunca vi e nem ouvi. Ao contrário, ouvi eles sempre dizendo que irão apoiar o candidato do DEM”, respondeu Fábio Garcia ao ser questionado sobre o tema.

Fonte:FolhaMax

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